sexta-feira, 29 de maio de 2009

Entrou em cartaz hoje (Brasília, Fortaleza, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo) o mais novo filme de José Padilha e meu tema do Clássicos de ontem: Garapa. O filme fala do problema da subnutrição no Brasil e de como a mistura de açúcar e água é utilizada para “matar a fome” das pessoas.


Além de levantar o debate sobre a fome no país, o filme também está sendo usado para inserir o direito à alimentação como um direito básico na Constituição de 1988. E, claro, os integrantes do Clássicos não puderam deixar de levantar aquela velha questão que discute até que ponto fazer um filme sobre uma triste realidade ajuda a melhorá-la. Somos unânimes em acreditar que colocar assunto no ventilador, na boca do povo, é uma tentativa de ampliar a reflexão sobre o tema. Mas, e depois de refletir: quantos são aqueles que efetivamente fazem algo para mudar o que está acontecendo? Quantos burgueses deixaram de fumar maconha depois de assistirem Tropa de Elite ou Meu Nome não é Jonnhy? Quantos destinaram um segundo de suas vidas para minimizar o problema dos hospícios brasileiros após assistir Bicho de Sete Cabeças?


E quanto a produção do filme? E o dinheiro arrecadado com a bilheteria? É destinado à raiz do problema? Hoje veio a resposta. Ou ao menos parte dela. Segundo release do Governo Federal, “ TODA a renda de bilheteria do filme Garapa, de José Padilha, será revertida em ações sociais para famílias pobres do Ceará, estado onde o filme foi gravado. Os recursos serão destinados a entidades de assistência social e beneficiarão principalmente as quatro famílias que foram mostradas no documentário.”


E você? O que está fazendo para mudar isso?



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