Fe - Me decepcionei muito com esse livro. Queria trazer ele pra cá e também fazer uma resenha.
Dani - Faça a resenha, vá no Sebinho e venda o livro.
Albertine - Exatamente.
Fe - Não, não, isso eu não posso.
Dani - Mesmo quando você não gosta do livro, você não consegue se desfazer dele?
Albertine - Fernando, você tem que se desapegar. Depois do Into the Wild você não aprendeu nada?
Fe - Não, não, não, não...com livro não....o máximo que eu posso fazer é doar para a biblioteca.
Tuti – Isso. Aproveita e leva aquele outro livro que eu ganhei e detestei, “Livro dos livros perdidos”....(risos)
* * *
Tuti – Mas, Fe, por que trazer uma coisa que você não gostou pra cá?
Fe – Por que a idéia não é trazer uma coisa com a qual a gente teve contato recentemente?
Albertine – É, ou que você tenha lembrado de já ter lido....
Tuti – Só fiquei curiosa com a sua escolha.
Albertine – Mas é útil dar uma dica do tipo “ó, não leiam tal coisa...”
Tuti – Quem realmente quiser ler, pode pegar o do Fe emprestado, começar a ler, desistir e devolver... (risos)
Albertine – Eu confio na opinião dos meus amigos.
Fe – Mas eu não sei. Eu quero emprestar esse livro pra alguém, sem falar o que eu achei, pra saber a opinião da pessoa.
Tuti – Ei, você, estanho, lê esse livro aí e depois me diz o que achou....
* * *
Fe – Ei Ju, não faço uma orelha em um livro nunca, assim como você fez agora.
Albertine – Eu faço. Eu dobro, eu risco, eu cheiro....
Fé – Mas por que fazer isso?
Albertine – Você já viu aquele filme que o cara viaja pelos vinhedos da Califórnia? Sideways? Tem uma coisa que eu gosto muito que é a cena em que ele guarda um vinho, durante a vida inteira, pra tomar num momento muito especial, e, de repente, ele descobre que o valor daquele vinho é relativo. O vinho só tem o valor que ele investe nele. Então, o protagonista resolve tomá-lo com um hamburguer de um fast food qualquer. Com o livro é a mesma coisa, depende do valor que você está emprestando pra ele.
Fe – Mas é que se todo mundo começar a fazer isso, daqui cem anos a gente não vai ter memória da nossa época.
Albertine – Mas é que eu não gosto de ficar emprestando minhas coisas pra todo mundo...(risos) E tem mais, vai ficar tudo armazenado na internet mesmo.
2 comentários:
Ei, este livro é maravilhoso! É a primeira pessoa que eu conheço que também o leu! Tenho um post sobre ele em abril/maio do ano passado no meu blog. Emprestei, nunca leram e nem me devolveram... Que desperdício!!
Postar um comentário